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Se até pouco tempo atrás, o resultado positivo do teste de HIV soava quase como uma sentença de morte, com todo o avanço da medicina e farmacologia, hoje podemos observar significativas mudanças neste cenário. É comum ver pessoas soropositivas levando uma vida normal, cheias de planos e sonhos, incluindo o desejo e a possibilidade de casar e constituir família. A evolução das técnicas de Reprodução Assistida tem contribuído para que casais infectados pelo vírus HIV, causador da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids), realizem o sonho de terem filhos saudáveis.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) dão conta que a maioria dos 33, 4 milhões de infectados pelo vírus HIV é composta por adultos heterossexuais, com vida sexual ativa e idade reprodutiva. O progresso das terapias com medicamentos antivirais é o responsável pelo aumento da sobrevida dos portadores de HIV que, muitas vezes, mesmo contaminados pelo vírus, nem chegam a manifestar a doença.

No caso do sorodiscordante (quando apenas um dos parceiros tem o vírus), sendo o homem o único portador do vírus, existe um procedimento denominado Dupla Lavagem de Sêmen para utilização na Fertilização in-vitro (FIV) com ICSI (injeção citoplasmática do espermatozóide). Nesta técnica, o esperma do homem é colocado em uma centrífuga para separar os espermatozoides do sêmen e analisado minuciosamente. Isso acontece porque o HIV concentra-se, principalmente, no sêmen e não no espermatozoide. Depois, um espermatozoide é selecionado e injetado dentro do óvulo previamente extraído da mulher. Após a fertilização, o embrião é implantado no útero da parceira.

Já, quando somente a mulher é soropositiva, o procedimento mais indicado é a Inseminação Artificial. A avaliação multidisciplinar e o acompanhamento pré-natal, desde o início, são indispensáveis para evitar a “transmissão vertical” do vírus, ou seja, da mãe para bebê. O risco de infecção pelo HIV costuma aumentar em torno de 20% quando o tratamento não é realizado de forma adequada, sobretudo se o parto for normal (vaginal). Por isso, o recomendável é o parto cesáreo, a aplicação de AZT (antiviral) no bebê durante os três primeiros meses e que a mãe soropositiva não o amamente. O mesmo deve ser utilizado no caso de casais em que ambos sejam soropositivos.

3 Comentários para “Reprodução Assistida ajuda casais soropositivos (e sorodiscordantes) a terem filhos”

  1. ana lucia disse:

    Ola!, Tdo beleza? Olha nao sei o que que pode estar acontecendo mas seu site ta estranho quando visualizado no navegador opera que é o que acho ideal, tem certeza que configurou o css do seu site certinho? Qualquer coisa me manda um email pelo meu contato ai, ate

  2. Cesar disse:

    Gostaria de obter mais informações

  3. fabioeugenio disse:

    Olá César,

    Para maiores detalhes nos contacte diretamente no e-mail: medicinareprodutiva@gmail.com

    Abs,

    Dr. Fábio Eugênio

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