A busca pela maternidade após os 35 anos está cada vez mais comum, seja por prioridades profissionais, estabilidade financeira ou pela decisão de esperar o momento certo. No entanto, junto desse desejo, surgem dúvidas: minhas chances ainda são boas? Preciso me preocupar com a reserva ovariana? Quando é hora de procurar ajuda?
A boa notícia é que, com um planejamento reprodutivo adequado, exames precisos e tratamentos personalizados, é plenamente possível engravidar de forma segura, mesmo após os 35 ou 40 anos. Este artigo explica, de forma simples, como a fertilidade muda com o tempo e quais caminhos podem aumentar suas chances.

A idade é um dos principais fatores biológicos que influenciam a fertilidade feminina. Isso acontece porque:
Isso não significa, porém, que engravidar após os 35 seja impossível, apenas que o planejamento deve ser mais cuidadoso e orientado por profissionais especializados.
A internet está cheia de mitos que confundem mais do que ajudam. Aqui estão alguns dos mais comuns:
“Tenho ciclo regular, então minha fertilidade está ótima.”
→ Na verdade, ciclo regular não garante boa reserva ovariana.
“Se minha mãe engravidou aos 40, comigo será igual.”
→ A genética influencia, mas cada organismo envelhece de forma única.
“É só fazer FIV que funciona.”
→ A FIV aumenta as chances, mas também depende da qualidade dos óvulos, que reduz com a idade.
“Só mulheres acima de 40 precisam se preocupar.”
→ Na prática, o planejamento ideal começa aos 30–35 anos, mesmo que a gravidez aconteça mais tarde.
Ajustar expectativas não significa desistir do sonho, significa agir com informação correta e estratégia.

Para entender como está sua fertilidade atual, alguns exames são fundamentais:
• AMH (Hormônio Antimülleriano): indica a reserva ovariana, ou seja, quantos óvulos ainda estão disponíveis. É um dos exames mais importantes para mulheres após os 35.
• Ultrassom transvaginal com contagem de folículos antrais: mostra visualmente quantos folículos o ovário possui naquele ciclo, reforçando a avaliação do AMH.
• Espermograma: mesmo focando na mulher, é essencial avaliar o parceiro. Alterações no sêmen também influenciam diretamente o planejamento.
Esses exames permitem que o médico tenha um retrato completo da fertilidade do casal e indique o melhor percurso.

Após os 35 anos, alguns sinais indicam que é hora de buscar reprodução assistida:
A Fertilização in Vitro (FIV) costuma ser a técnica mais indicada nesse cenário porque:
Tratamentos combinados, como indução da ovulação, inseminação e FIV, também podem ser utilizados dependendo do caso.
Para quem ainda não deseja engravidar agora, mas quer preservar a fertilidade, a criopreservação de óvulos é uma estratégia cada vez mais recomendada. O benefício principal é único: os óvulos congelados mantêm a idade em que foram coletados, protegendo a qualidade e ampliando as chances futuras de gestação.
O ideal é realizar o congelamento entre 30 e 35 anos, mas mulheres acima de 35 também podem se beneficiar, especialmente quando ainda possuem reserva ovariana moderada.
Na Clínica Medicina Reprodutiva, o Dr. Fábio Eugênio e sua equipe oferecem um acompanhamento totalmente personalizado, considerando:
Com tecnologias modernas, protocolos individualizados e um olhar humano para cada história, a clínica ajuda famílias a tomarem decisões seguras e conscientes, seja para engravidar agora ou para preservar o futuro.
