Conciliar o cuidado com a saúde e o desejo de ser mãe pode ser um grande desafio para mulheres que convivem com doenças crônicas, como endometriose, diabetes, hipertensão ou doenças autoimunes.
Durante muito tempo, acreditou-se que essas condições seriam barreiras intransponíveis à maternidade. Mas os avanços da medicina reprodutiva mostram que, com planejamento, acompanhamento médico e tratamentos personalizados, é possível viver esse sonho de forma segura e saudável.

Mulheres com doenças crônicas enfrentam uma jornada dupla: cuidar da própria saúde e, ao mesmo tempo, lidar com as incertezas sobre a fertilidade. A boa notícia é que a Fertilização in Vitro (FIV) e outras técnicas de reprodução assistida têm se mostrado grandes aliadas, especialmente quando o tratamento é planejado em conjunto com médicos especialistas na condição de base.
Além disso, a criopreservação de óvulos tem se tornado uma opção estratégica para quem deseja preservar a fertilidade antes de iniciar tratamentos que possam comprometer os ovários, como cirurgias, uso de hormônios ou medicamentos que interferem na função reprodutiva.
A endometriose é uma das doenças mais associadas à infertilidade feminina, pois pode afetar a qualidade dos óvulos e dificultar a implantação do embrião. A FIV é considerada o tratamento de escolha para mulheres com endometriose moderada ou grave, pois permite selecionar os melhores óvulos e embriões e contornar barreiras anatômicas causadas pela doença.
Em muitos casos, a criopreservação de óvulos também é indicada para mulheres diagnosticadas precocemente, garantindo a possibilidade de engravidar no momento mais adequado.
O diabetes requer atenção especial, mas não impede a gravidez. Antes da FIV, é fundamental manter o controle glicêmico estável, reduzindo riscos de complicações durante a gestação e aumentando as chances de sucesso.
Com o acompanhamento de endocrinologistas e especialistas em reprodução, a mulher pode realizar o tratamento com segurança, tanto para ela quanto para o bebê.
Condições como lúpus, tireoidite de Hashimoto e artrite reumatoide podem afetar a fertilidade e o ambiente uterino. No entanto, com um protocolo personalizado e supervisão constante, a FIV é uma alternativa possível.
A criopreservação de óvulos antes de fases ativas da doença ou do uso de medicações imunossupressoras é uma estratégia recomendada para proteger a fertilidade a longo prazo.
Em casos de hipertensão, obesidade ou outras doenças metabólicas, a preparação para a FIV inclui ajustes no estilo de vida e tratamento multidisciplinar. Essas medidas são fundamentais para garantir uma gestação segura e reduzir riscos maternos e fetais.

O diagnóstico de uma doença crônica não precisa significar o fim do sonho da maternidade. A medicina reprodutiva atual oferece ferramentas para planejar o futuro com segurança, autonomia e acolhimento.
Mais do que técnicas, o que transforma essa jornada é o cuidado contínuo e o acompanhamento por profissionais que enxergam cada mulher de forma integral: corpo, mente e projeto de vida.
Na Clínica Medicina Reprodutiva, o Dr. Fábio Eugênio e sua equipe oferecem tratamentos personalizados para pacientes com condições crônicas, aliando tecnologia de ponta, segurança clínica e um olhar humano para cada caso. Aqui, cada história é única e cada passo é dado com ciência, cuidado e esperança.
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