Nos últimos anos, pesquisas têm reforçado algo que os especialistas em reprodução já observavam na prática clínica: a saúde mental e a fertilidade estão intimamente ligadas. Situações de estresse crônico, ansiedade e depressão não afetam apenas o bem-estar emocional, eles também podem comprometer o equilíbrio hormonal, interferir na ovulação, reduzir a reserva ovariana e impactar a qualidade dos espermatozoides.
Quando pensamos em fertilidade, é comum focar apenas nos aspectos físicos. No entanto, o estado emocional é um fator silencioso, muitas vezes subestimado, que pode determinar o sucesso ou a dificuldade para conceber. A relação entre mente e corpo é profunda e, no universo da reprodução, ela pode ser determinante.

Nas mulheres, o estresse prolongado pode interferir diretamente no funcionamento do eixo hipotálamo-hipófise-ovário, sistema responsável por regular a produção hormonal feminina. Quando essa via é desregulada, a ovulação e o ciclo menstrual ficam comprometidos, o que pode resultar em:
Esse impacto ocorre porque, em situações de estresse, o corpo ativa o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, liberando hormônios como cortisol e adrenalina. Em excesso e por tempo prolongado, essas substâncias podem inibir a produção de gonadotrofinas (FSH e LH), fundamentais para o desenvolvimento dos folículos ovarianos e a maturação dos óvulos.
Além disso, estudos apontam que o estresse emocional crônico está associado ao aumento do estresse oxidativo, um processo que acelera o envelhecimento celular, prejudica a qualidade dos óvulos e favorece alterações cromossômicas. Como a reserva ovariana já diminui naturalmente com a idade, essa aceleração pode antecipar dificuldades reprodutivas.

Nos homens, o estresse prolongado também interfere no eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, responsável pela produção de testosterona e pela espermatogênese. O excesso de cortisol, liberado em situações de tensão crônica, pode reduzir os níveis de testosterona, prejudicar a produção de espermatozoides e alterar seu desenvolvimento.
Essas alterações podem resultar em:
Além dos efeitos biológicos, a pressão emocional pode contribuir para disfunções sexuais, como diminuição da libido e dificuldades de ereção, tornando a concepção ainda mais desafiadora.

Embora não seja possível eliminar totalmente as situações estressantes da vida, é possível adotar estratégias para minimizar seus efeitos sobre a saúde reprodutiva:
A fertilidade é influenciada por múltiplos fatores, e a saúde mental é um deles, muitas vezes subestimado. Ao cuidar do bem-estar emocional, homens e mulheres não apenas melhoram sua qualidade de vida, mas também preservam as condições biológicas ideais para a concepção.
Na Clínica Medicina Reprodutiva, o Dr. Fábio Eugênio e sua equipe entendem que cada paciente é único. Por isso, o atendimento vai além dos exames e protocolos médicos: busca-se oferecer acolhimento, orientação e estratégias que cuidam do corpo e da mente. Esse olhar atento e humano é essencial para que o caminho até a gravidez seja mais leve, seguro e eficaz.
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