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Fertilidade após o câncer de mama: quais são as possibilidades?

16 de outubro de 2025

Receber o diagnóstico de câncer de mama é um dos momentos mais desafiadores na vida de uma mulher. Além das preocupações com o tratamento e a recuperação, muitas pacientes se perguntam: “Será que ainda posso ser mãe?”

A boa notícia é que, graças aos avanços da medicina reprodutiva e oncológica, a maternidade após o câncer de mama é possível. Com orientação adequada e acompanhamento especializado, é viável preservar a fertilidade antes do tratamento e planejar uma gestação segura no futuro.

Neste artigo, vamos explicar como o câncer e suas terapias podem afetar a fertilidade, quais são as opções disponíveis e como o cuidado contínuo com a saúde feminina é essencial, durante e depois da cura.

Alguns tipos de tratamento oncológico, como a quimioterapia e a radioterapia, podem comprometer a função ovariana. Isso acontece porque os ovários são sensíveis aos efeitos das medicações e radiações, o que pode levar à diminuição da reserva ovariana ou até à menopausa precoce.

O impacto varia de acordo com fatores como:

  • Idade da paciente no momento do tratamento.
  • Tipo e dose da quimioterapia utilizada.
  • Tempo de exposição aos medicamentos.
  • Condições prévias da saúde reprodutiva.

Nem todas as mulheres terão perda significativa da fertilidade, mas é importante que a avaliação e o acompanhamento sejam feitos antes do início do tratamento oncológico, sempre que possível.

Com o avanço da medicina reprodutiva, existem diversas estratégias para preservar os óvulos ou embriões antes do início da quimioterapia ou radioterapia.

As principais opções incluem:

  • Congelamento de óvulos (criopreservação): indicada para mulheres solteiras ou que ainda não têm um parceiro definido.

  • Congelamento de embriões: opção para casais que desejam preservar embriões formados a partir da fertilização in vitro (FIV).

  • Criopreservação de tecido ovariano: técnica indicada em casos em que não há tempo para estimular os ovários antes do tratamento.

Esses métodos permitem que, após a cura, a mulher tenha a possibilidade de engravidar utilizando seus próprios gametas ou embriões congelados, com taxas de sucesso cada vez maiores.

Sim. Após o término do tratamento e liberação médica, é possível engravidar com segurança.

O tempo ideal para tentar uma gestação varia conforme o tipo de câncer, o estágio da doença e o tratamento realizado, geralmente, recomenda-se um intervalo de 2 a 5 anos, mas cada caso deve ser individualmente avaliado pelo oncologista e pelo especialista em reprodução assistida.

Além disso, avanços na oncologia têm permitido tratamentos mais direcionados e menos agressivos para a fertilidade, ampliando as chances de uma gestação saudável.

A decisão de preservar ou retomar o sonho da maternidade após o câncer de mama deve ser feita com uma equipe multidisciplinar, composta por oncologista, ginecologista e especialista em reprodução assistida.

Esse acompanhamento conjunto garante mais segurança, personalização e acolhimento em todas as etapas, desde o diagnóstico até o planejamento da gestação.

O Outubro Rosa nos lembra que o autocuidado e a prevenção são os primeiros passos para preservar não apenas a vida, mas também os sonhos.

Realizar exames de rotina, manter hábitos saudáveis e buscar orientação médica ao menor sinal de alteração fazem toda a diferença no diagnóstico precoce e nas chances de sucesso do tratamento.

Na Clínica Medicina Reprodutiva, o Dr. Fábio Eugênio e sua equipe oferecem suporte especializado para mulheres que enfrentaram o câncer de mama e desejam realizar o sonho da maternidade com segurança.

Com tecnologia avançada, sensibilidade e experiência, cuidamos de cada história com atenção e esperança.

Outubro Rosa é sobre lutar, cuidar e acreditar. E nós acreditamos que, com informação e acompanhamento, é possível transformar desafios em recomeços.

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