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Como saber se é hora de procurar um especialista em fertilidade?

25 de dezembro de 2025

Decidir o momento certo de procurar um especialista em fertilidade é uma das dúvidas mais comuns entre mulheres e casais que desejam engravidar. Muitas vezes, a espera vem acompanhada de insegurança, ansiedade e informações desencontradas, o que pode atrasar decisões importantes.

A verdade é que buscar orientação no momento adequado não significa antecipar tratamentos, mas sim, entender o próprio corpo, identificar possíveis obstáculos e agir de forma preventiva. Quanto mais cedo esse cuidado acontece, maiores são as chances de sucesso e mais tranquilo se torna o caminho até a gravidez.

A fertilidade é influenciada por mudanças biológicas naturais ao longo da vida. No caso das mulheres, a quantidade e a qualidade dos óvulos diminuem progressivamente, especialmente após os 35 anos. Nos homens, alterações hormonais, doenças clínicas e fatores ambientais também podem impactar a produção e a qualidade dos espermatozoides.

Por isso, o acompanhamento com um especialista em reprodução assistida permite avaliar riscos, identificar fatores silenciosos e definir o melhor momento para agir, evitando atrasos que podem reduzir as chances de gravidez.

A avaliação precoce pode aumentar as chances de gravidez espontânea, evitar tratamentos mais complexos quando não são necessários, orientar escolhas mais seguras e personalizadas e reduzir o desgaste emocional e financeiro do casal. Além disso, possibilita um planejamento reprodutivo mais consciente, alinhado à saúde, ao momento de vida e às expectativas de cada pessoa.

Mais do que acelerar processos, buscar ajuda cedo significa tomar decisões baseadas em ciência e cuidado, respeitando a individualidade de cada casal.

Existem situações bem definidas em que a avaliação médica é recomendada. A seguir, listamos os principais indicadores utilizados para definir o momento de buscar uma avaliação completa.

  • Tentativas prolongadas de gravidez: casais que mantêm relações frequentes, sem métodos contraceptivos, por 12 meses ou mais, sem sucesso, devem iniciar uma investigação completa da fertilidade. Quando a mulher tem 35 anos ou mais, esse período se reduz para 6 meses, já que o tempo passa a ser um fator ainda mais relevante para o sucesso reprodutivo.
  • Alterações no ciclo menstrual: ciclos irregulares, muito longos, muito curtos ou ausência de menstruação podem indicar alterações hormonais ou ovulatórias. Essas condições afetam diretamente as chances de gravidez e merecem avaliação especializada.
  • Histórico de doenças ginecológicas: condições como endometriose, síndrome dos ovários policísticos (SOP), miomas uterinos e alterações tubárias podem interferir na fertilidade. Em muitos casos, o acompanhamento deve começar mesmo antes das tentativas de engravidar.
  • Dor pélvica ou cólicas intensas: dor não deve ser normalizada. Cólicas incapacitantes ou dor pélvica crônica podem ser sinais de doenças que impactam a fertilidade e precisam de diagnóstico precoce.
  • Abortamentos de repetição: após dois ou mais abortamentos, a investigação do casal é indicada. Existem causas genéticas, anatômicas, hormonais e imunológicas que podem ser identificadas e tratadas.
  • Suspeita ou confirmação de fator masculino: o fator masculino está presente em cerca de 40% dos casos de infertilidade. Alterações no espermograma, histórico de varicocele, infecções, dor testicular ou cirurgias prévias justificam avaliação especializada desde o início.
  • Doenças clínicas que interferem na fertilidade: diabetes, doenças autoimunes, distúrbios da tireoide, obesidade e outras condições crônicas podem impactar tanto a fertilidade quanto a evolução da gestação. Nesses casos, o planejamento é essencial.
  • Desejo de adiar a maternidade: mulheres que desejam postergar a gravidez se beneficiam de uma avaliação da reserva ovariana e da discussão sobre preservação da fertilidade, como o congelamento de óvulos.

A primeira consulta tem um papel essencial: entender a história do casal e orientar com base em dados, não em suposições. Esse encontro não significa iniciar um tratamento imediatamente, mas sim construir um caminho seguro e personalizado.

Durante a consulta, o especialista avalia o histórico clínico, ginecológico e andrológico, investigando hábitos de vida e analisando exames prévios, quando existem. A partir disso, pode solicitar exames específicos, como ultrassonografias, dosagens hormonais, avaliação da reserva ovariana e espermograma, sempre de forma individualizada.

Além da parte técnica, esse momento também é fundamental para esclarecer dúvidas, alinhar expectativas e reduzir a ansiedade. Informação de qualidade faz parte do cuidado reprodutivo.

Na Clínica Medicina Reprodutiva, acreditamos que cada história merece um olhar completo e personalizado.Seguimos as diretrizes mais atuais da medicina reprodutiva para orientar mulheres e casais em todas as fases, desde quem está começando a tentar até quem precisa de tratamentos específicos.

Cada casal tem uma história, um tempo e necessidades diferentes. Nosso compromisso é oferecer um olhar integral e estratégias alinhadas ao que a ciência tem de mais seguro e eficaz.

Se você tem dúvidas sobre o momento de procurar ajuda, estamos aqui para orientar e ajudar a transformar essa jornada com segurança e compromisso.

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