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Vacinas e fertilidade: o que é mito e o que é ciência

1 de outubro de 2025

A pandemia de COVID-19 transformou a forma como nos relacionamos com a saúde. Ao mesmo tempo em que reforçou a importância das vacinas, também abriu espaço para inúmeras dúvidas e fake news, entre elas, a ideia de que a imunização poderia prejudicar a fertilidade masculina ou feminina.

Mesmo anos após o início da vacinação em massa, muitos casais que buscam engravidar ainda se perguntam: vacinas podem afetar a fertilidade ou comprometer a gravidez? A resposta da ciência é clara: não há evidências de que vacinas prejudiquem a capacidade de concepção. Ao contrário, elas são fundamentais para proteger a saúde reprodutiva e gestacional.

O mito: vacinas e infertilidade

Entre os principais boatos que circularam, destacam-se:

  • Alteração na reserva ovariana e qualidade dos óvulos.
  • Prejuízo à produção e motilidade dos espermatozoides.
  • Aumento do risco de abortamento espontâneo.

Essas informações não têm qualquer embasamento científico. São narrativas que surgiram em meio ao medo coletivo, mas que foram rapidamente refutadas por estudos internacionais de grande porte.

O que a ciência já comprovou

Pesquisas realizadas em diferentes países confirmam que vacinas, incluindo as contra COVID-19, não afetam a fertilidade nem aumentam riscos durante a gestação.

  • Fertilidade feminina: não há alterações significativas na reserva ovariana, na qualidade dos óvulos ou nos resultados de tratamentos como a Fertilização in Vitro (FIV) após a vacinação contra a COVID-19. Um estudo conduzido pelo Mount Sinai comparou mulheres vacinadas e não vacinadas em ciclos de reprodução assistida e não encontrou diferenças relevantes em relação à estimulação ovariana, ao desenvolvimento embrionário ou às taxas de gravidez.
  • Fertilidade masculina: análises de espermogramas antes e depois da vacinação revelaram estabilidade na produção, motilidade e morfologia dos espermatozoides.
  • Gestação: estudos envolvendo milhares de gestantes vacinadas não identificaram aumento no risco de abortamentos, malformações ou complicações obstétricas.

Em contrapartida, doenças infecciosas evitáveis por vacinas — como a própria COVID-19, a rubéola ou a caxumba — podem prejudicar diretamente a fertilidade ou a gestação. Isso mostra que estar vacinado é, na verdade, uma medida protetiva para quem deseja engravidar.

Por que os boatos ganharam força?

A associação entre vacinas e infertilidade ganhou destaque nas redes sociais em 2020 e 2021, muitas vezes impulsionada por interpretações equivocadas de estudos ou declarações sem comprovação. O tema da fertilidade, por envolver sonhos e emoções, tornou-se um campo fértil para a desinformação.

É natural ter dúvidas, mas é essencial buscar respostas em fontes confiáveis e conversar com especialistas.

Vacinação e planejamento reprodutivo

Para casais que desejam engravidar, a vacinação cumpre um papel ainda mais importante: prevenir doenças que poderiam comprometer a saúde materna e fetal. Alguns exemplos:

  • Rubéola: infecção durante a gravidez pode causar a Síndrome da Rubéola Congênita, levando a malformações graves no bebê.
  • HPV: pode causar lesões no colo do útero, afetando a fertilidade feminina.
  • COVID-19: em casos graves, pode desencadear inflamações que prejudicam temporariamente a ovulação ou a qualidade seminal.

Assim, manter o calendário vacinal atualizado é parte essencial do cuidado reprodutivo.

Confiança e acolhimento em cada etapa

Receber informações confiáveis é um passo decisivo para diminuir a ansiedade de quem sonha com a maternidade ou paternidade.

Na Clínica Medicina Reprodutiva, o Dr. Fábio Eugênio e sua equipe oferecem acompanhamento especializado, unindo ciência de ponta, experiência clínica e acolhimento humano. Nosso compromisso é esclarecer cada dúvida e apoiar você em todas as etapas do seu planejamento reprodutivo.

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