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Menopausa precoce: novos caminhos de diagnóstico e preservação da fertilidade

1 de setembro de 2025

A menopausa costuma ser associada a uma fase natural da vida da mulher, geralmente ocorrendo entre os 45 e 55 anos. No entanto, algumas mulheres enfrentam esse processo muito mais cedo, antes dos 40 anos, condição conhecida como menopausa precoce ou falência ovariana prematura.

Além das mudanças hormonais e sintomas físicos, o impacto emocional e reprodutivo é profundo, especialmente para quem ainda deseja engravidar.

Graças aos avanços na medicina reprodutiva, novas formas de diagnóstico e estratégias de preservação da fertilidade têm surgido, oferecendo não apenas respostas mais rápidas, mas também alternativas reais para manter vivo o sonho da maternidade.

A menopausa precoce ocorre quando os ovários deixam de funcionar adequadamente antes dos 40 anos. Isso significa falhas na ovulação, queda nos níveis de estrogênio e sintomas típicos da menopausa, em uma fase de vida em que a mulher ainda está em idade reprodutiva.

Entre os sinais mais comuns estão:

  • Ciclos menstruais irregulares ou ausentes.
  • Ondas de calor e suores noturnos.
  • Diminuição da libido e ressecamento vaginal.
  • Alterações de humor e fadiga.

Além dos sintomas físicos, o diagnóstico costuma ser um choque emocional, pois muitas vezes a mulher descobre a condição ao investigar dificuldades para engravidar.

O diagnóstico da menopausa precoce não é simples, mas os avanços tecnológicos permitem hoje uma detecção mais rápida e precisa. Entre as ferramentas mais utilizadas estão:

  • Dosagem hormonal detalhada, avaliando FSH, LH, estradiol e hormônio antimülleriano (AMH), essencial para medir a reserva ovariana.
  • Exames genéticos, capazes de identificar mutações ou alterações cromossômicas ligadas à falência ovariana prematura.
  • Ultrassonografia transvaginal com contagem de folículos antrais, que ajuda a medir a quantidade de óvulos disponíveis.

Esses métodos possibilitam diagnósticos precoces, aumentando a janela de tempo para pensar na preservação da fertilidade.

Embora a menopausa precoce reduza drasticamente a reserva ovariana, novas técnicas de reprodução assistida oferecem alternativas para que mulheres possam planejar a maternidade. Entre as principais estão:

  • Criopreservação de óvulos: indicada quando ainda há folículos viáveis, permitindo o congelamento para uso futuro.
  • Congelamento de tecido ovariano: técnica em expansão que preserva fragmentos do ovário, podendo ser reimplantados posteriormente.
  • Doação de óvulos: alternativa para casos em que já não há reserva ovariana disponível.
  • Tratamentos de fertilização in vitro (FIV), que podem incluir protocolos personalizados para estimular os ovários.

Receber um diagnóstico de menopausa precoce pode ser desafiador, não apenas pelos impactos físicos, mas também pelas consequências emocionais que afetam autoestima, relacionamentos e projetos de vida.

A boa notícia é que os avanços em diagnóstico e preservação da fertilidade mostram que essa condição não significa o fim do sonho da maternidade. Com o apoio adequado, cada mulher pode encontrar alternativas seguras e personalizadas para manter viva a possibilidade de construir sua família.

É aqui que a combinação entre tecnologia e acolhimento fazem toda a diferença.

Na Clínica Medicina Reprodutiva, o Dr. Fábio Eugênio e sua equipe estão preparados para oferecer cuidado integral, unindo tecnologia de ponta, protocolos modernos e acolhimento humano. O objetivo é transformar incertezas em caminhos possíveis, resgatando a confiança e a esperança no futuro reprodutivo.

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