Em recente decisão, o Conselho Federal de Medicina (CFM) atualizou as regras para a realização da reprodução assistida no Brasil. Dentre as mudanças, a liberação da reprodução assistida por casais homoafetivos do sexo feminino, permitindo a chamada gestação compartilhada, a doação de óvulos, que só deve ser realizada por mulheres que estejam em tratamento para engravidar e a suspensão da idade mínima para que as mulheres se submetam aos tratamentos de reprodução assistida.

A partir dessa decisão, as mulheres com mais de 50 anos não precisam mais de autorização dos conselhos de medicina para realizar a fertilização in vitro. Tais resoluções considero um passo importante para democratizarmos o tratamento de fertilização in vitro no Brasil, afinal a medicina reprodutiva é uma das áreas que mais tem expandindo, beneficiando-se inclusive dos avanços da ciência e da tecnologia. Desde 1978, quando na Inglaterra nasceu o primeiro bebê de proveta – Louise Brown – a fertilização in-vitro (FIV) e suas técnicas correlatas revolucionaram o tratamento da subfertilidade dos casais. Muitas vezes, porém, parece que estes avanços estão distantes de nossa realidade local, ocorrendo apenas em grandes centros nacionais ou em países mais desenvolvidos. Este é um grande engano. A boa notícia é que todos estes fantásticos avanços da medicina reprodutiva já estão incorporados à rotina de nossas clínicas de reprodução humana em Fortaleza.

Acompanhando os avanços da medicina reprodutiva, em 1999, ocorreu o nascimento do primeiro bebê de fertilização in-vitro (FIV) aqui de nossa cidade. Tive o privilégio de fazer parte do grupo de médicos que obteve este divisor de águas na medicina reprodutiva. Nestes 16 anos de evolução da especialidade, Fortaleza sempre se manteve entre os centros mais importantes da medicina reprodutiva brasileira, e sem nada a dever aos grandes centros internacionais.

Através de constantes atualizações e treinamentos das equipes médicas e de embriologistas, fomos incorporando rapidamente cada avanço da especialidade, sempre no intuito de oferecer ao casal em nosso estado, e estados vizinhos, a mais atual tecnologia, e assim obter taxa de gravidez nos tratamentos de fertilização in-vitro semelhante aos melhores centros mundiais. Os casais devem ficar cientes destes avanços em nossa cidade e saberem que a maioria dos casos de subfertilidade têm tratamento efetivo.

Dr. Fábio Eugênio – Médico ginecologista e especialista em reprodução humana

4 Comentários para “Novos rumos da Reprodução assistida”

  1. Open disse:

    Este1 noticia nos deixa muito fiezles, pois e9 dificil falar para o seu marido que voce ne3o pode dar um filhos para ele por que tem algum problema com voce, adorei. Ente3o tenho 37 anos, je1 fazem 7 anos que tento engravidar, ja estava perdendo as esperane7as, quando vi esta reportagem, GRAc7AS A DEUS, E A VOCES. OBRIGADA

  2. fabioeugenio disse:

    Olá,

    Mesmo com 37 anos, você tem boas chances de gravidez com o tratamento.

    Abs,

    Dr. Fábio Eugênio

  3. Josenilde disse:

    Olá dr Fabio…Gostaria de saber se o exame de PDG faz diagnostico de defeito do fechamento do tubo neural? Principalmente mielomeningocele
    Pois tive 2 filhos com a doença. GRATA

  4. fabioeugenio disse:

    Oi Josenilde,

    Somente se esta meningomielocele estiver relacionada a alguma doença genética (gênica ou cromossômica).

    Abs,

    Dr. Fábio Eugênio

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