O consumo de álcool na gravidez é desaconselhado, pois, embora haja vários estudos no assunto, não existe uma dose limite pré-estabelecida para a ingestão do álcool pela gestante que não prejudique o bebê.

O aborto espontâneo e o parto prematuro são as complicações mais ligadas ao consumo do álcool durante a gestação. O risco de aborto espontâneo quase dobra quando a gestante consome álcool. Outros problemas aparecem mesmo com a ingestão de álcool em doses menores, por isso o melhor a se fazer é evitar o consumo.

Por desconhecimento alguns afirmam que uma dose de vinho por dia não fará mal algum, mas como dissemos não existe quantidade mínima estipulada que não ofereça risco ao bebê.

Entenda o porquê

Em 10 minutos o álcool já pode atuar sobre o bebê, isso porque o álcool é uma substância com livre passagem pela placenta, ou seja, livre passagem para o feto. O fígado do bebê, que está em formação, vai metabolizar o álcool ingerido pela mãe, só que duas vezes mais lentamente. Com isso o álcool permanece por mais tempo no organismo do bebê do que no da mãe. A capacidade do dano causado pela bebida alcoólica tem relação com a duração e a quantidade de álcool ingerido. O álcool deve ser evitado durante a gestação e durante todo o período de amamentação, pois também passa ao bebê através do leite materno.

SAF – Síndrome do Álcool

Segundo a Organização Mundial da Saúde a cada ano 12 mil bebês no mundo nascem com a Síndrome do Alcoolismo Fetal (SAF) ou 2,2 de cada mil nascimentos vivos.

A SAF é o resultado no feto do consumo de álcool durante a gravidez e é irreversível. Caracteriza-se por comprometer o crescimento intrauterino, causar retardo no desenvolvimento dos sistemas neuro-psicomotor, intelectual e imunológico, distúrbios do comportamento, má formação na face e membros inferiores, más formações cardíacas e ainda aumento da taxa mortalidade neonatal.

Vale o alerta que mesmo que o bebê não apresente deformidades ou deficiência no crescimento, todos os fetos expostos ao álcool possuem danos cerebrais e outros comprometimentos tão expressivos quanto os que ocorrem nos portadores da SAF.

Às vezes os sintomas, como defeitos físicos, não são aparentes ao nascimento, e são comprovados entre 3 e 4 anos. Porém o bebê pode apresentar sequelas facilmente perceptíveis como alterações no peso.

Consequências do álcool durante a infância e adolescência

Na infância, principalmente em idade escolar, os danos aparecem de maneira mais óbvia. Dentre eles destacamos: memória e raciocínio fraco, falta de atenção e concentração, inaptidão para aprender com exemplos, hiperatividade, baixo controle de impulso e das emoções. Nos jovens os problemas de memória, déficits de atenção e de aprendizagem se mantêm como também: carência na capacidade de resolver problemas, inabilidade de discernimento do uso do dinheiro, comportamento social imaturo, julgamento pobre.

Por todo o exposto, vale sempre alertar às gestantes, e às atuais mamães, os riscos do álcool em todas as fases da vida do seu filho. Fiquem atentos ao blog pois nos próximos dias abordaremos outro hábito muito deletério na vida reprodutiva: o tabagismo. Boa leitura, e até lá…

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