O cientista britânico Robert Edwards, de 85 anos, acaba de receber o Prêmio Nobel de Medicina de 2010, por ter desenvolvido a técnica de Fertilização in-vitro (FIV).

O trabalho pioneiro em reprodução humana do cientista Robert Edwards se iniciou em 1950, e culminou em julho de 1978 com o nascimento, na Inglaterra, de Louise Brown, a primeira bebê-de-proveta do mundo. Trabalhando em parceria com Patrick Steptoe, falecido em 1988, ele conseguiu adaptar uma técnica previamente usada em animais para, de maneira segura e eficaz retirar óvulos dos ovários, fertilizá-los com espermatozóides em laboratório, e transferir o embrião ao útero.

Por causa de sua genialidade, perseverança e amor à ciência, atualmente mais de quatro milhões de bebês já nasceram ao redor do mundo através da técnica de FIV.

Dr. Edwards nasceu em Yorkshire, em 1925, e sempre foi guiado pelo desejo de ajudar casais inférteis a conceber. Ele costumava dizer: “a coisa mais importante na vida é ter um filho. Nada é mais especial”.

Para todos nós, que trabalhamos com Reprodução Humana, o prêmio oferecido ao Dr. Edwards é mais do que merecido. Ele é um exemplo para cientistas, médicos, embriologistas, biomédicos e outros profissionais que militam na área. Sua premiação nos honra e presta homenagem a todos aqueles que acreditam na ciência como forma de tornar o mundo melhor, e ajudar a construir famílias.

Particularmente, me emociona o fato de que conheci pessoalmente o Dr. Robert Edwards (foto em anexo), por ocasião da reunião anual da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, ocorrida em 2007, na cidade de Washington, DC. Um ser humano formidável, que apesar de toda importância científica que alberga, é extremamente simples, cortês e afável. Ele carrega ainda nos olhos o brilho de um pesquisador apaixonado por tudo o que fez e ainda faz pela ciência.

 

 

Nenhum comentário ainda, seja o primeiro.

Deixe uma resposta

Mensagem