Mulheres grávidas que possuem diabetes precisam ter cuidados redobrados

Diabetes é uma patologia crônica caracterizada pela falta ou escassez de insulina no organismo, hormônio produzido pelo pâncreas para metabolizar a glicose. Em todo o mundo, segundo dados do Ministério da Saúde, são 246 milhões de pessoas afetadas. No Brasil, o número de adultos portadores é de 6,4 milhões. Com os avanços da medicina, já pode ser é perfeitamente controlável, desde que o paciente tome os devidos cuidados com alimentação e medicamentos. No caso das grávidas, a atenção deve ser redobrada.

Há duas situações possíveis para a patologia nas gestantes: a mulher diabética que engravidou, ou a que adquiriu a patologia durante a gravidez. No primeiro caso, precisa-se avaliar o grau de compensação do diabetes, através do seu perfil glicêmico, e se existem repercussões sistêmicas da doença.

O ideal é a mulher se planejar, procurar seu médico antes de engravidar para que essas análises sejam realizadas, e, se preciso, tratar antes da gravidez. Algumas adaptações nos tratamentos podem ser necessárias, com adequação de dieta e  insulina pré-gestação, pois a utilização de alguns medicamentos devem ser evitados. Isto vai garantir que a gestação inicie de forma ideal, com a necessidade de insulina compensada, aumentando as chances da manutenção da saúde e bem-estar da mãe e do bebê em desenvolvimento.

Durante a gravidez, o organismo passa a precisar mais de insulina com o avançar da idade gestacional. Em alguns casos, o pâncreas não consegue produzir insulina suficiente para a manutenção da glicemia normal, causando uma outra patologia, conhecida por diabetes gestacional, que estima-se afetar cerca de 7% das futuras mães.

É importante esclarecer que o pode ocorrer, inclusive, em mulheres que não têm histórico familiar da doença e é conseqüência das várias mudanças hormonais e metabólicas comuns durante a gravidez. A produção do lactogênio plancetário, por exemplo, pode afetar a produção da insulina. Entretanto, na maioria dos casos, o próprio organismo compensa a deficiência. Quando isto não acontece, ocorre a hiperglicemia, ou seja, a elevação da taxa de açúcar no sangue. Este risco é maior quando a gestante ganha muito peso e está com idade acima de 35 anos.

Geralmente, o diabetes desaparece após o parto. Entretanto, há uma grande possibilidade do problema voltar em gestações futuras. Além disso, entre 20 e 40%, das pacientes podem adquirir a doença definitivamente em até 10 anos.

Portanto, para ambos os casos, o cuidado com a saúde, com a alimentação e o constante acompanhamento médico são imprescindíveis para garantir a qualidade de vida da mãe e do bebê.

 

2 Comentários para “O Diabetes e a Gravidez”

  1. Danyella disse:

    Olá Dr.Fábio sou casada há 7 anos, nunca engravidei,meu marido tem 44 anos e tem baixo nível de espermatozóides com  baixa motilidade, eu tenho 25 e tenho síndrome dos ovários policístico. Há exatamente 5 anos atrás
     fomos ao seu cosultório e fizemos uma série de exames, em todos os meus exames deu tudo ok, só os micropolicisto mesmo, o Senhor nos recomendou que fizéssemos uma FIV. O tempo passou e não fizemos na esperança de engravidar naturalmente mais isso não aconteceu e nessa espera já vai completar 8 anos. Mais agora estamos decididos a realizar esse grande sonho, o problema Dr.Fábio é que com o passar dos anos engordei muito com as inúmeras frustações por não poder engravidar descontava tudo na comida. O senhor me recomenda primeiro emagrecer para depois procurar o Senhor? (Estou com 111 kg e 1,67 altura)

  2. fabioeugenio disse:

    Oi Danyella,

    Certamente a perda de peso vai ajudar muito no tratamento, pois você está com IMC muito alto.
    Como você tem idade excelente, podemos aguardar mais algum tempo (4 a 6 meses) para que você consiga perder peso. Assim haverá maior chance de gravidez, menor risco de complicações e menor risco de aborto.
    Procura urgentemente um endocrinologista, e inicia também uma atividade física.
    E fica tranquila pois na sua idade as chances de gravidez com a FIV são excelentes.

    Abraços,

    Dr. Fábio Eugênio

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