Técnicas de congelamento ajudam a preservar a fertilidade de paciente com câncer - Medicina Reprodutiva - Dr. Fábio Eugênio


Alguns tipos de quimioterapia, mais agressivas, podem causar infertilidade, em até 95% dos casos. Mas, graças aos avanços da medicina, é possível uma gravidez após o câncer. O nosso corpo é formado de vários tipos de células, que são renovadas a cada dia. Quando isso não acontece e elas crescem sem controle, é o que chamamos de câncer. Segundo o
Instituto Nacional de Câncer (Inca), entre 2008 e 2009 ocorreram 470 mil novos casos de câncer no Brasil.

As possibilidades de cura de um câncer hoje estão cada vez maiores, principalmente se o diagnóstico for precoce. Radio e quimioterapia aumentam essas possibilidades, mas podem afetar a capacidade reprodutiva de quem se submete. Em muitos casos, a gravidez não pode ser efetivada depois de um câncer. Isso deve ser informado ao paciente no início do tratamento, e também recomendado um aconselhamento reprodutivo.

Dentre as opções para a preservação da fertilidade nesses casos, temos a transposição ovariana, que busca reduzir a exposição dos ovários à irradiação, fixando-os acima do útero através da técnica de vídeo-laparoscopia ou retirando-os do campo de irradiação. No entanto, o método somente tem utilidade nos casos de tratamento exclusivo com radioterapia. Quando se utiliza quimioterapia, a ação das drogas ocorre em todo o organismo e o ovário ou o testículo quase sempre fica comprometido, a depender da dose e da medicação utilizada. Os riscos maiores são quando se utiliza agentes alquilantes na quimioterapia, que alteram o DNA, impedindo que a célula se multiplique.

Para se garantir uma futura gravidez, a maneira mais comum e menos agressiva é o congelamento de embriões ou de gametas (óvulos e espermatozoides). No entanto, a técnica só pode ser utilizada em adultos, quando a maturidade reprodutiva já foi atingida. No caso do congelamento de embriões, haveria ainda necessidade de união estável à época do procedimento. O congelamento é feito, preferencialmente, antes do paciente se submeter ao tratamento do câncer. Após a cura, o material é descongelado e transplantado para a paciente.

A criopreservação (congelamento) é bastante eficaz para espermatozoides e embriões. Os primeiros são congelados com sucesso há mais de 50 anos, e os embriões há 15. Porém, para os óvulos, o procedimento ainda é considerado experimental. Eles possuem uma grande quantidade de água, o que ocasiona a formação cristais de gelo durante o processo de criopreservação e muitos não suportam o processo de descongelamento.

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